Quem esteve presente na Câmara Municipal de Igarapé-Miri na manhã desta quarta-feira, 11, acompanhou toda a movimentação atípica na casa de leis da cidade.
Enquanto vereadores, assessores e demais servidores aguardavam o início de mais uma sessão para votação de projetos e demandas do município, agentes da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) entraram no local para cumprir mandado de busca e apreensão nos gabinetes de cinco vereadores. Três deles foram identificados: Kadheq (MDB), Toninho do Murutinga (PSB) e Rufino Leão (PMN), além de outros dois que ainda não tiveram os nomes divulgados.
Os vereadores foram encaminhados para a delegacia geral da Polícia Civil, precisamente na Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (DECOR). De lá serão encaminhados para o CPC para exame de corpo de delito e depois entregues ao sistema penal pela Polícia Civil.
As investigações apontam que os vereadores participam de um grupo criminoso montado para praticar crimes e se aproveitarem da influência que possuem em Igarapé-Miri. O grupo é suspeito de cometer crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, estelionato, coação no curso do processo, além de falsificação de documentos.
A busca e apreensão ocorreu na residência e local de trabalho dos investigados, vereadores Antônio Cardoso Marques (Toninho do Murutinga- residente da Câmara), Mario Jelffison Farias Pantoja (Kadheq) e Ruffino Leão e Gelffson Brandão Lobo (professor Gel-secretário municipal) e o empresário Manoel Fonseca Bastos Filho (Mimi Bastos).
Durante as investigações o Ministério Público constatou, por exemplo, a compra de votos para doação de um terreno pertencente ao Município de Igarapé-Miri, com aproximadamente 18.000 m², no centro da cidade, ao empresário Manoel Fonseca Bastos Filho (Mimi Bastos), dono de um dos maiores supermercados da cidade.
Fonte: Ascom MPPA
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