| (FOTO AGÊNCIA PARÁ) |
Representantes de seis municípios, incluindo dois prefeitos, participaram na manhã desta quarta-feira (10), em Belém, de uma reunião na sede da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), para conhecer o programa de concessões do governo federal, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O programa é destinado a concretizar parcerias público-privadas visando à realização de obras de saneamento básico, para ampliar a oferta de água tratada e rede de esgoto no território paraense.
“O estudo está previsto para durar sete meses, com visitas, estudos de engenharia, análises jurídicas, avaliação de contratos e projeções de avaliação financeira. Mas acreditamos que já em torno do quarto mês nós teremos um bom indicativo dos modelos que a gente entende como necessários para apresentar ao Estado do Pará e iniciar as discussões de investimentos na Cosanpa, que vão atingir esses municípios”, ressaltou Guilherme Albuquerque.
Diagnóstico - Para viabilizar as concessões, o BNDES necessita de um estudo técnico, sob a responsabilidade de um consórcio de empresas especializadas. Segundo Guilherme Albuquerque, o objetivo do estudo que será realizado no Pará é fazer um diagnóstico da situação atual da Cosanpa nos 53 municípios atendidos pela companhia. Um trabalho que pode precisar da parceria das prefeituras durante as visitas técnicas, por isso a importância da participação de gestores municipais nas reuniões prévias.
“Foi importante a Cosanpa ter convidado os representantes (das prefeituras) para que conhecessem, antes de começar os trabalhos, o que está sendo feito, para que as dúvidas fossem levantadas e se saiba o que será construído, até porque serão feitas visitas pelo consórcio contratado pelo banco para conhecer essa realidade”, explicou o representante do BNDES.
Parceria - Abraão Benassuly, presidente da Cosanpa, também enfatizou a necessidade da interação entre a companhia, o BNDES e as prefeituras, as quais detêm grande parte das informações sobre os municípios. “A Cosanpa dispõe de um acervo muito grande em relação a essas prefeituras conveniadas, mas eu entendo que o sucesso desse trabalho depende de cada um de nós”, frisou Benassuly, reiterando a enorme diferença entre o conceito de parceria público-privada e privatização.
“O próprio consórcio e o BNDES não admitem a privatização. É preciso entender que existem vários modelos de negócios, como a parceria público-privada e a subconcessão. Eu acredito que o diagnóstico será o melhor para o povo paraense”, disse o presidente da Cosanpa.
Para Raimundo Nonato de Oliveira, prefeito de Bragança (PSDB), município do nordeste paraense, a reunião trouxe expectativa para o futuro. “Já está se vendo um futuro para Bragança, porque não existia antes nenhuma possibilidade. Hoje estamos participando de um encontro como esse. Eu considero um avanço para o município”, afirmou.
“Esse projeto é importantíssimo para Castanhal, porque a gente sofre com problemas de água, com falta do tratamento de esgoto. Então, isso vai beneficiar o município, porque o que foi apresentado aqui vai traçar um parâmetro da realidade, para poder realizar um projeto e trazer recursos”, avaliou o prefeito de Castanhal, Pedro Coelho da Mota (PPS).
Por Andrea Cunha