Destaque: Documento detalha as medidas adotadas desde janeiro, passando pelos primeiros casos confirmados em março, até o encerramento do lockdown
Drive thru de vacinação para pessoas acima de 60 anos foi uma das ações de enfrentamento
A partir do Plano de Contingência para enfrentamento do novo coronavírus, estabelecido pelo Comitê Técnico, foram definidas ações de contenção, vigilância em saúde, orientações de prevenção a serem seguidas pela sociedade, definições de caso, planejamento da implementação de ampliação da capacidade instalada da rede estadual de saúde, aperfeiçoamento das ações do Laboratório Central do Estado (Lacen-PA) visando ampliar a capacidade de testagem da população por RT-PCR e outras medidas relacionadas à governança do sistema de saúde em tempos de emergência em saúde pública.
Medidas restritivas - Umas das ferramentas de contenção foi a promoção de medidas de isolamento social como forma de reduzir a transmissão do vírus, o número de infectados em determinado espaço de tempo e a ocorrência de casos, casos graves e de óbitos.
O principal objetivo era ganhar tempo para que o sistema de saúde fosse capaz de se adequar às demandas que surgiriam e, dessa forma, evitar seu colapso pelo excesso de demandas num curto intervalo de tempo e a consequente incapacidade de atender aos pacientes.
Considerando o grande impacto sobre a vida das pessoas, no direito de ir e vir e reflexos importantes sobre as atividades econômicas e laborais do conjunto da sociedade, essas medidas foram adotadas com cautela.
O distanciamento social, portanto, não era uma medida estática, sua implementação foi proporcional ao risco avaliado e ajustado de acordo com os resultados esperados e alcançados, sempre sob estrita vigilância e monitoramento.
Assim, as medidas restritivas, sua ampliação e redução, foram proporcionais ao risco epidemiológico de cada momento, das curvas epidemiológicas (crescimento ou queda do número de casos, do número de óbitos e sua velocidade) e a capacidade instalada de serviços de saúde.
As medidas restritivas foram desde o distanciamento social simples, passando por níveis intermediários de restrição, até chegarem a seu grau máximo que foi o lockdown, o bloqueio total, com a manutenção apenas das atividades essenciais, especificamente em Belém e na Região Metropolitana, no dia 7 de maio de 2020.
"Todos esses passos foram dados pelo Governo do Estado, sempre baseados nas melhores evidências científicas existentes, dados epidemiológicos e de capacidade instalada de serviços de saúde e a necessidade de sua ampliação", afirmou o titular da Sespa, Alberto Beltrame.
Principais ações - Desde o início da pandemia, o governo do Estado tem estabelecido regras para a prevenção, para a disponibilidade de serviços de saúde na atenção primária, de média e de alta complexidade, bem como tem organizado e proposto medidas de maior ou menor rigor na restrição social e na retomada das atividades econômicas.
Entre as ações realizadas nos meses de janeiro e fevereiro, merecem destaque: a criação do Comitê Técnico de Enfrentamento ao Novo Coronavírus; definição de 11 hospitais de referência para atendimento aos possíveis casos graves (três na capital e oito no interior do Estado); vigilância de portos e aeroportos para retardar a introdução do vírus no Pará; Vigilância Epidemiológica ostensiva de casos suspeitos e de confirmados.
Já no mês de março, os destaques foram os decretos governamentais estabelecendo isolamento social, fechamento de serviços e comércio e regras de higiene pessoal e coletiva; implantação de quatro hospitais de campanha (Belém com 422 leitos, Marabá (120 leitos), Santarém (120 leitos) e Breves (60 leitos) ampliando a oferta assistencial para os pacientes com suspeita ou confirmados de Covid-19.
Em abril, duas das medidas mais importantes foram a abertura da Policlínica Metropolitana para o atendimento ambulatorial exclusivo de pacientes com síndromes respiratórias leves e moderadas, desafogando a demanda da Região Metropolitana, diante do colapso do sistema municipal de saúde de Belém, especialmente das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Prontos Socorros, atingindo também a Atenção Básica no município; e a mudança do perfil assistencial do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, realizando uma enorme operação logística de transferência de seus pacientes originais para outros hospitais da rede estadual, adaptando-o para ser um pronto socorro de porta aberta, com retaguarda hospitalar, para o atendimento exclusivo de urgência e emergência para SRAG e Covid-19.
Agora em maio, mais uma ação importantíssima foi colocada em prática visando à contenção da Covid-19 nos municípios do interior do estado: a implantação da Policlínica Itinerante, também para atendimentos de casos leves e moderados, começando por Santo Antônio do Tauá. Depois, foram beneficiadas as populações de Castanhal, Bragança e Cametá e muitas outras cidades ainda serão atendidas pela Policlínica Itinerante.
Durante esses três meses, o governo estadual promoveu uma ampliação considerável do número de leitos de UTI para atendimento exclusivo de pacientes graves de Covid-19, passando de 26 leitos clínicos e 03 leitos de UTI no dia 16 de maro para 1.212 leitos clínicos e 520 leitos de UTI no dia 25 de maio.
Segundo Alberto Beltrame, a ampliação de leitos de UTI continua em todo o Pará. "Nesta segunda-feira (25), temos 520 leitos de UTI exclusivos para Covid-19 no estado. Até quarta-feira, dia 27 de maio de 2020, teremos a implantação de mais 80 respiradores, totalizando 600 leitos de UTI exclusivos para Covid-19", garantiu o secretário de Saúde.
Avaliação - Após os 17 dias de lockdown, a equipe técnica da Sespa avaliou seus resultados e outras variáveis do contexto epidemiológico na Região Metropolitana de Belém, constatando uma significativa queda no número de casos confirmados nas últimas semanas, no número de óbitos e na demanda por serviços de saúde e a consequente ampliação da disponibilidade de sua oferta em função da redução da pressão sobre o sistema de saúde.
"Atingida a redução desses números é chegado o momento de mitigar outras consequências da política de isolamento social sobre as pessoas e a atividade econômica, que também representam sacrifícios, sofrimento e perdas à sociedade como um todo", disse Alberto Beltrame. "É evidente que a flexibilização no nível de isolamento social imposto à sociedade, notadamente no mais rígido deles que é o lockdown, é preciso ser cercada de cautelas e precauções", observou.
Sendo assim, conforme o secretário, a flexibilização deve acontecer de forma gradativa, com uma escala de redução progressiva das restrições, passo a passo. "Cada passo deverá ser meticulosamente acompanhado durante sua vigência temporal, mensurados os seus reflexos sobre as curvas epidemiológicas para, com segurança, com riscos mitigados, ir progressivamente avançando em direção à uma futura normalidade ou, como se pode mais adequadamente chamar, à uma "nova normalidade". Este é o caminho seguro e responsável para a retomada econômica e ao direito de ir e vir das pessoas", detalhou o titular da Sespa.
Para o governador Helder Barbalho, essa saída deve considerar a cautela e a prudência necessárias, devendo ocorrer de forma gradual e segura. "Nós temos que flexibilizar degrau a degrau, vamos saindo aos poucos, com responsabilidade, das medidas mais restritivas e observando os resultados a cada dia, por isso estamos editando este decreto que é o meio do caminho entre o lockdown e o isolamento social. Eu espero que o número de casos continue baixando e assim nós possamos ir programando a volta das atividades sempre com responsabilidade e segurança, medindo número de leitos, número de casos e também o nosso nível de isolamento", analisou o governador.
Helder Barbalho também agradeceu a todos pelo esforço e engajamento às ações do governo estadual, principalmente pela adesão ao lockdown. "Tivemos uma melhora nos últimos dez dias e essa melhora tem nos permitido usar de maneira mais assertiva as ferramentas que temos enquanto trabalhamos para ampliar ainda mais a estrutura de saúde do estado. Estamos num grande esforço para levar mais respiradores e outros equipamentos para o interior, especialmente para o Sul, Sudeste, Sudoeste, Transamazônica, Oeste, Nordeste e Marajó, claro sem descuidar da Região Metropolitana".
Este meio termo precisa ser seguido à risca e por isso o governador Helder Barbalho fez um apelo à população: "Use máscara, evite aglomeração, tome todos os cuidados possíveis e só saia se tiver necessidade. Nós temos que lembrar sempre que o que está em jogo é a sua vida, a vida de quem você ama, a vida das pessoas", frisou o chefe do executivo estadual.
Análise técnica - Segundo a Nota Técnica, até o dia 23 de maio, o Pará havia registrado 24.125 casos confirmados; 15.591 pacientes recuperados; 2.150 óbitos e 8.91% de letalidade. Já a Região Metropolitana de Belém registrava 12.571 casos confirmados; 8.943 pacientes recuperados; 1.359 óbitos e 10.81 % de letalidade.
De acordo com os dados estatísticos, o pico de casos confirmados no Pará ocorreu por volta do dia 20 de abril e o pico do número de óbitos ocorreu por volta do dia 29 de abril. A partir dessas datas ambas as curvas começam a descer e desenham uma nítida tendência de queda, tanto no número de casos confirmados quanto de óbitos. E esse dado tem se mantido estável nas últimas semanas.
Na Região Metropolitana de Belém, o pico do número de casos ocorreu na semana do dia 20 de abril e de lá para cá foi observada uma tendência de queda nas semanas subsequentes, de forma sustentada uma vez que a data de pico tem se mantido estável na mesma data. No que tange ao pico dos óbitos, o pico ocorreu na semana do dia 27 de abril e a partir desse pico, foi constatada uma clara tendência de queda que é sustentada nas últimas semanas tendo em vista que a data de pico tem se mantido estável.
"Todos os dados, demonstrados pela Sespa e sua análise de queda e tendência de queda no número de casos confirmados e de óbitos na Região Metropolitana de Belém são corroborados por estudos epidemiológico, realizado por universidades paraenses", afirmou Alberto Beltrame.
Conforme o secretário, utilizando modelos matemáticos, redes neurais e inteligência artificial para interpretação, demonstração e projeção de tendências, o grupo de estudiosos das universidades chegaram à mesma conclusão das análises da Sespa e, além disso, com dados preditivos, projetam para o futuro próximo a continuidade da curva descendente.
Diante de todos os dados apresentados, sua análise e constatações de momento e de tendência, a equipe técnica da Sespa concluiu que há, realmente, uma tendência de queda de número de casos confirmados e de óbitos na Região Metropolitana e que há uma perceptível redução da pressão sobre o sistema de saúde, com redução das demandas assistenciais. Por isso, é possível a saída do lockdown nessa região do Pará.
Alberto Beltrame informou, por fim, que a Sespa manterá uma avaliação semanal dos indicadores epidemiológicos e assistenciais para que as restrições sejam aumentadas ou diminuídas, conforme a eventual alteração nas curvas epidemiológicas e ofertas assistenciais.
Fonte:
Drive thru de vacinação para pessoas acima de 60 anos foi uma das ações de enfrentamentoA partir do Plano de Contingência para enfrentamento do novo coronavírus, estabelecido pelo Comitê Técnico, foram definidas ações de contenção, vigilância em saúde, orientações de prevenção a serem seguidas pela sociedade, definições de caso, planejamento da implementação de ampliação da capacidade instalada da rede estadual de saúde, aperfeiçoamento das ações do Laboratório Central do Estado (Lacen-PA) visando ampliar a capacidade de testagem da população por RT-PCR e outras medidas relacionadas à governança do sistema de saúde em tempos de emergência em saúde pública.
Medidas restritivas - Umas das ferramentas de contenção foi a promoção de medidas de isolamento social como forma de reduzir a transmissão do vírus, o número de infectados em determinado espaço de tempo e a ocorrência de casos, casos graves e de óbitos.
O principal objetivo era ganhar tempo para que o sistema de saúde fosse capaz de se adequar às demandas que surgiriam e, dessa forma, evitar seu colapso pelo excesso de demandas num curto intervalo de tempo e a consequente incapacidade de atender aos pacientes.
Considerando o grande impacto sobre a vida das pessoas, no direito de ir e vir e reflexos importantes sobre as atividades econômicas e laborais do conjunto da sociedade, essas medidas foram adotadas com cautela.
O distanciamento social, portanto, não era uma medida estática, sua implementação foi proporcional ao risco avaliado e ajustado de acordo com os resultados esperados e alcançados, sempre sob estrita vigilância e monitoramento.
Assim, as medidas restritivas, sua ampliação e redução, foram proporcionais ao risco epidemiológico de cada momento, das curvas epidemiológicas (crescimento ou queda do número de casos, do número de óbitos e sua velocidade) e a capacidade instalada de serviços de saúde.
As medidas restritivas foram desde o distanciamento social simples, passando por níveis intermediários de restrição, até chegarem a seu grau máximo que foi o lockdown, o bloqueio total, com a manutenção apenas das atividades essenciais, especificamente em Belém e na Região Metropolitana, no dia 7 de maio de 2020.
"Todos esses passos foram dados pelo Governo do Estado, sempre baseados nas melhores evidências científicas existentes, dados epidemiológicos e de capacidade instalada de serviços de saúde e a necessidade de sua ampliação", afirmou o titular da Sespa, Alberto Beltrame.
Principais ações - Desde o início da pandemia, o governo do Estado tem estabelecido regras para a prevenção, para a disponibilidade de serviços de saúde na atenção primária, de média e de alta complexidade, bem como tem organizado e proposto medidas de maior ou menor rigor na restrição social e na retomada das atividades econômicas.
Entre as ações realizadas nos meses de janeiro e fevereiro, merecem destaque: a criação do Comitê Técnico de Enfrentamento ao Novo Coronavírus; definição de 11 hospitais de referência para atendimento aos possíveis casos graves (três na capital e oito no interior do Estado); vigilância de portos e aeroportos para retardar a introdução do vírus no Pará; Vigilância Epidemiológica ostensiva de casos suspeitos e de confirmados.
Já no mês de março, os destaques foram os decretos governamentais estabelecendo isolamento social, fechamento de serviços e comércio e regras de higiene pessoal e coletiva; implantação de quatro hospitais de campanha (Belém com 422 leitos, Marabá (120 leitos), Santarém (120 leitos) e Breves (60 leitos) ampliando a oferta assistencial para os pacientes com suspeita ou confirmados de Covid-19.
Em abril, duas das medidas mais importantes foram a abertura da Policlínica Metropolitana para o atendimento ambulatorial exclusivo de pacientes com síndromes respiratórias leves e moderadas, desafogando a demanda da Região Metropolitana, diante do colapso do sistema municipal de saúde de Belém, especialmente das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Prontos Socorros, atingindo também a Atenção Básica no município; e a mudança do perfil assistencial do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, realizando uma enorme operação logística de transferência de seus pacientes originais para outros hospitais da rede estadual, adaptando-o para ser um pronto socorro de porta aberta, com retaguarda hospitalar, para o atendimento exclusivo de urgência e emergência para SRAG e Covid-19.
Agora em maio, mais uma ação importantíssima foi colocada em prática visando à contenção da Covid-19 nos municípios do interior do estado: a implantação da Policlínica Itinerante, também para atendimentos de casos leves e moderados, começando por Santo Antônio do Tauá. Depois, foram beneficiadas as populações de Castanhal, Bragança e Cametá e muitas outras cidades ainda serão atendidas pela Policlínica Itinerante.
Durante esses três meses, o governo estadual promoveu uma ampliação considerável do número de leitos de UTI para atendimento exclusivo de pacientes graves de Covid-19, passando de 26 leitos clínicos e 03 leitos de UTI no dia 16 de maro para 1.212 leitos clínicos e 520 leitos de UTI no dia 25 de maio.
Segundo Alberto Beltrame, a ampliação de leitos de UTI continua em todo o Pará. "Nesta segunda-feira (25), temos 520 leitos de UTI exclusivos para Covid-19 no estado. Até quarta-feira, dia 27 de maio de 2020, teremos a implantação de mais 80 respiradores, totalizando 600 leitos de UTI exclusivos para Covid-19", garantiu o secretário de Saúde.
Avaliação - Após os 17 dias de lockdown, a equipe técnica da Sespa avaliou seus resultados e outras variáveis do contexto epidemiológico na Região Metropolitana de Belém, constatando uma significativa queda no número de casos confirmados nas últimas semanas, no número de óbitos e na demanda por serviços de saúde e a consequente ampliação da disponibilidade de sua oferta em função da redução da pressão sobre o sistema de saúde.
"Atingida a redução desses números é chegado o momento de mitigar outras consequências da política de isolamento social sobre as pessoas e a atividade econômica, que também representam sacrifícios, sofrimento e perdas à sociedade como um todo", disse Alberto Beltrame. "É evidente que a flexibilização no nível de isolamento social imposto à sociedade, notadamente no mais rígido deles que é o lockdown, é preciso ser cercada de cautelas e precauções", observou.
Sendo assim, conforme o secretário, a flexibilização deve acontecer de forma gradativa, com uma escala de redução progressiva das restrições, passo a passo. "Cada passo deverá ser meticulosamente acompanhado durante sua vigência temporal, mensurados os seus reflexos sobre as curvas epidemiológicas para, com segurança, com riscos mitigados, ir progressivamente avançando em direção à uma futura normalidade ou, como se pode mais adequadamente chamar, à uma "nova normalidade". Este é o caminho seguro e responsável para a retomada econômica e ao direito de ir e vir das pessoas", detalhou o titular da Sespa.
Para o governador Helder Barbalho, essa saída deve considerar a cautela e a prudência necessárias, devendo ocorrer de forma gradual e segura. "Nós temos que flexibilizar degrau a degrau, vamos saindo aos poucos, com responsabilidade, das medidas mais restritivas e observando os resultados a cada dia, por isso estamos editando este decreto que é o meio do caminho entre o lockdown e o isolamento social. Eu espero que o número de casos continue baixando e assim nós possamos ir programando a volta das atividades sempre com responsabilidade e segurança, medindo número de leitos, número de casos e também o nosso nível de isolamento", analisou o governador.
Helder Barbalho também agradeceu a todos pelo esforço e engajamento às ações do governo estadual, principalmente pela adesão ao lockdown. "Tivemos uma melhora nos últimos dez dias e essa melhora tem nos permitido usar de maneira mais assertiva as ferramentas que temos enquanto trabalhamos para ampliar ainda mais a estrutura de saúde do estado. Estamos num grande esforço para levar mais respiradores e outros equipamentos para o interior, especialmente para o Sul, Sudeste, Sudoeste, Transamazônica, Oeste, Nordeste e Marajó, claro sem descuidar da Região Metropolitana".
Este meio termo precisa ser seguido à risca e por isso o governador Helder Barbalho fez um apelo à população: "Use máscara, evite aglomeração, tome todos os cuidados possíveis e só saia se tiver necessidade. Nós temos que lembrar sempre que o que está em jogo é a sua vida, a vida de quem você ama, a vida das pessoas", frisou o chefe do executivo estadual.
Análise técnica - Segundo a Nota Técnica, até o dia 23 de maio, o Pará havia registrado 24.125 casos confirmados; 15.591 pacientes recuperados; 2.150 óbitos e 8.91% de letalidade. Já a Região Metropolitana de Belém registrava 12.571 casos confirmados; 8.943 pacientes recuperados; 1.359 óbitos e 10.81 % de letalidade.
De acordo com os dados estatísticos, o pico de casos confirmados no Pará ocorreu por volta do dia 20 de abril e o pico do número de óbitos ocorreu por volta do dia 29 de abril. A partir dessas datas ambas as curvas começam a descer e desenham uma nítida tendência de queda, tanto no número de casos confirmados quanto de óbitos. E esse dado tem se mantido estável nas últimas semanas.
Na Região Metropolitana de Belém, o pico do número de casos ocorreu na semana do dia 20 de abril e de lá para cá foi observada uma tendência de queda nas semanas subsequentes, de forma sustentada uma vez que a data de pico tem se mantido estável na mesma data. No que tange ao pico dos óbitos, o pico ocorreu na semana do dia 27 de abril e a partir desse pico, foi constatada uma clara tendência de queda que é sustentada nas últimas semanas tendo em vista que a data de pico tem se mantido estável.
"Todos os dados, demonstrados pela Sespa e sua análise de queda e tendência de queda no número de casos confirmados e de óbitos na Região Metropolitana de Belém são corroborados por estudos epidemiológico, realizado por universidades paraenses", afirmou Alberto Beltrame.
Conforme o secretário, utilizando modelos matemáticos, redes neurais e inteligência artificial para interpretação, demonstração e projeção de tendências, o grupo de estudiosos das universidades chegaram à mesma conclusão das análises da Sespa e, além disso, com dados preditivos, projetam para o futuro próximo a continuidade da curva descendente.
Diante de todos os dados apresentados, sua análise e constatações de momento e de tendência, a equipe técnica da Sespa concluiu que há, realmente, uma tendência de queda de número de casos confirmados e de óbitos na Região Metropolitana e que há uma perceptível redução da pressão sobre o sistema de saúde, com redução das demandas assistenciais. Por isso, é possível a saída do lockdown nessa região do Pará.
Alberto Beltrame informou, por fim, que a Sespa manterá uma avaliação semanal dos indicadores epidemiológicos e assistenciais para que as restrições sejam aumentadas ou diminuídas, conforme a eventual alteração nas curvas epidemiológicas e ofertas assistenciais.
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Pará
