Destaque - Eliete Borges teria cometido irregularidades entre 2015 e 2016, quando era delegada em Magalhães Barata. Presa pela operação Anonymous, ela teria repassado informações sigilosas para possibilitar fuga de um vereador, um dos alvos da operação.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Pará (MPPA), ela deixou investigar 47 casos entre maio de 2015 e abril de 2016, envolvendo violência doméstica, maus tratos a criança, lesão corporal, crime de trânsito, roubo de bicicleta e furto de celular.
A delegada foi presa pela manhã na segunda etapa da operação Anonymous, que combate a atuação de milícias e grupos de extermínio na região metropolitana de Belém. De acordo com a investigações, Eliete teria repassado informações sigilosas, que possibilitou a fuga de um vereador, um dos alvos da operação.
Segundo o MP, um dos casos que não teria sido investigado envolvia estupro de vulnerável. A denúncia afirma que "a autoridade policial agiu com desídia e morosidade inexplicável". O MP ainda relata que outros seis casos atendidos pela Polícia Militar e encaminhados à delegacia sequer tiveram instauração de inquérito policial.
De acordo com a denúncia do MPPA, a delegada teria se negado a analisar depoimentos de vítimas, exames de lesão corporal, exames sexológicos, exames necroscópicos, depoimento de testemunhas e perícia.
Além da perda do cargo, a Justiça também condenou Eliete Borges ao pagamento de multa civil equivalente a dez vezes o valor de sua remuneração à época dos fatos. Ela também está proibida de realizar contratos com o poder público, assim como receber incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de três anos.
Nas eleições de 2018, Eliete Borges concorreu ao cargo de deputada estadual no Pará pelo MDB.
Eliete foi uma das dez pessoas presas pela operação Anonymous. A ação também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão. Sete policiais militares foram presos. Sete policiais foram presos. Um agente público e um vereador estão foragidos.
Durante a operação foram apreendidos armas, coletes, munições, dinheiro, drone, computadores, celulares e tablet.
Por G1 PA — Belém
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| Delegada presa no PA perde o cargo por não dar andamentos a investigações policiais. — Foto: Reprodução |
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Justiça do Pará determinou,
nesta sexta-feira (20), que a delegada de Polícia Civil Eliete Cristina Alves
Borges seja destituída do cargo por irregularidades entre 2015 e 2016, quando
ela atuava em Magalhães Barata, nordeste do Pará.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Pará (MPPA), ela deixou investigar 47 casos entre maio de 2015 e abril de 2016, envolvendo violência doméstica, maus tratos a criança, lesão corporal, crime de trânsito, roubo de bicicleta e furto de celular.
A delegada foi presa pela manhã na segunda etapa da operação Anonymous, que combate a atuação de milícias e grupos de extermínio na região metropolitana de Belém. De acordo com a investigações, Eliete teria repassado informações sigilosas, que possibilitou a fuga de um vereador, um dos alvos da operação.
Segundo o MP, um dos casos que não teria sido investigado envolvia estupro de vulnerável. A denúncia afirma que "a autoridade policial agiu com desídia e morosidade inexplicável". O MP ainda relata que outros seis casos atendidos pela Polícia Militar e encaminhados à delegacia sequer tiveram instauração de inquérito policial.
De acordo com a denúncia do MPPA, a delegada teria se negado a analisar depoimentos de vítimas, exames de lesão corporal, exames sexológicos, exames necroscópicos, depoimento de testemunhas e perícia.
Além da perda do cargo, a Justiça também condenou Eliete Borges ao pagamento de multa civil equivalente a dez vezes o valor de sua remuneração à época dos fatos. Ela também está proibida de realizar contratos com o poder público, assim como receber incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de três anos.
Nas eleições de 2018, Eliete Borges concorreu ao cargo de deputada estadual no Pará pelo MDB.
Eliete foi uma das dez pessoas presas pela operação Anonymous. A ação também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão. Sete policiais militares foram presos. Sete policiais foram presos. Um agente público e um vereador estão foragidos.
Durante a operação foram apreendidos armas, coletes, munições, dinheiro, drone, computadores, celulares e tablet.
Por G1 PA — Belém








