TRAGÉDIA
As
informações obtidas dão conta que o braçal não era daqui do município, porem
estava vivendo recente com a esposa que é de Ourém.
Ressaltamos
que a Policia Militar através do Sargento Melo e sua equipe esteve do inicio ao
fim da remoção no local dando total apoio e mantendo a ordem, bem como a equipe
da Rede Celpa através dos gerentes Merito (Cap. Poço) e Márcio (Ourém), que
também não mediram esforços para ajudar na situação.
Até o
fechamento da matéria, ainda não tínhamos muitas informações referente aos
familiares e o local do velório do rapaz.
PRECONCEITO
RACIAL...
Organizações
governamentais ou não, fazem protestos em ruas, em núcleos do governo,
geralmente em lugares públicos e aos poucos conseguem mais direitos como
humanos.
Geralmente,
quando vemos um negro na rua, logo nos escondemos achando que é um ladrão, ou
alguém que possa nos fazer algum mal. Mas se pensarmos que essa situação
poderia ser invertida, porque enfim, quem não deu a oportunidade para esses
negros de ser alguém na vida, quem rebaixa os negros a um nível inferior? São
os brancos.
O começo do Preconceito Racial
Ao longo da
história, a crença na existência de raças superiores e inferiores -- racismo --
foi utilizada para justificar a escravidão ou o domínio de determinados povos
por outros.
Racismo é a
convicção de que existe uma relação entre as características físicas
hereditárias, como a cor da pele, e determinados traços de caráter e
inteligência ou manifestações culturais. A base, mal definida, do racismo é o
conceito de raça pura aplicada aos homens, sendo praticamente impossível
descobrir-lhe um objeto bem delimitado. Não se trata de uma teoria científica,
mas de um conjunto de opiniões, além de tudo pouco coerentes, cuja principal
função é alcançar a valorização, generalizada e definida, de diferenças
biológicas entre os homens, reais ou imaginárias.
O racismo
subentende ou afirma claramente que existem raças puras, que estas são
superiores às demais e que tal superioridade autoriza uma hegemonia política e
histórica, pontos de vista contra os quais se levantam objeções consideráveis.
Um primeiro
estágio de racismo confunde-se com a xenofobia: determinado grupo social
hostiliza um estranho por considerar nefasto todo contato fora do grupo social,
o qual tira sua força da homogeneidade e da aceitação entre seus membros das
mesmas regras e princípios, recusados ou desconhecidos pelo elemento exógeno.
Em outro nível, tal repúdio é justificado pela diferença física, que se torna o
suporte do componente racista.
Racismo nas
sociedades modernas. A história da humanidade refere-se, desde os tempos mais
antigos, a relações, decorrentes das migrações, entre povos racialmente
distintos.
Graças à
grande força política da igreja, justificava-se a conquista e submissão de
povos para incorporá-los à cristandade. Ainda quando dos primeiros contatos
entre portugueses e africanos, não havia nenhum atrito de ordem racial.
Quando, a
partir do Renascimento, o progresso técnico permitiu à Europa dominar o mundo,
surgiram diversas ideologias que pretenderam explicar e justificar a dominação
dos demais continentes pelos países europeus, alegando existir na Europa uma raça
superior, destinada por Deus ou pela história a dominar as raças não-européias,
consideradas inferiores.
Discriminação racial é pior contra as
mulheres
As mulheres
das castas inferiores da Índia são freqüentemente violadas enquanto vão em
busca de água. Algumas mulheres em Níger são vendidas como escravas para
exercerem a função de "quintas esposas" dos ricos.
Conferência
contra o Racismo ainda busca consenso sobre documento final
O bloco dos
países europeus presente na Conferência contra o Racismo apresentou um projeto
alternativo em resposta às exigências do Grupo Africano - consideradas por eles
inaceitáveis.
"Está
difícil um consenso para a redação dos documentos finais da Conferência Mundial
contra o Racismo", informou o embaixador Gilberto Sabóia, chefe da
delegação.
A questão do
passado é o ponto crítico na discussão entre os países da União Européia e os
africanos. Os europeus reconhecem os erros e os males do colonialismo, da
escravidão e do tráfico de escravos, mas não querem classificá-los como crimes
contra a humanidade. Em sua proposta alternativa, admitem apenas esses atos que
seriam considerados assim, se fossem cometidos nos dias de hoje.
Os seis itens da proposta européia
são, em resumo, os seguintes:
1 - Reconhecimento de que a escravidão, o
tráfico de escravos e o apartheid foram causas e manifestações de racismo,
discriminação racial, xenofobia e intolerância - e que os africanos, os
descendentes de africanos, os descendentes de asiáticos e os povos indígenas
foram e continuam a ser vítimas de suas conseqüências.
2 - Recordar esses erros do passado,
condenando-os e falando a verdade sobre eles, contribui para a reconciliação
internacional e para a criação de uma comunidade mundial baseada na justiça, na
igualdade e na solidariedade.
3 - Deve-se admitir e lamentar o sofrimento
de milhões de homens mulheres e crianças, e fazer um apelo para que os Estados
reverenciem a memória das vítimas das tragédias do passado.
4 - Admite-se o sofrimento causado pelo
colonialismo e afirma-se que ele deve ser condenado e que se tomem medidas para
que não se repita.
5 - Reconhece-se que as formas passadas e
presentes de colonialismo, discriminação racial, xenofobia e a intolerância são
ameaças sérias para a segurança, a dignidade humana, a garantia dos direitos
humanos e para as liberdades fundamentais em todo o mundo, especialmente para
os africanos e seus descendentes.
6 - A obrigação de lembrar, lamentar e
condenar esses erros tornará possível construir o futuro sobre sólidos
fundamentos e evitar a repetição dos erros do passado.
