O município de Ourém nordeste paraense, distante a 182
km da capital Belém, tem vivido uma tempestade de violência nos últimos meses,
deixando bem aflita a população acostumada à calmaria da cidade. Crimes com
requinte de execução, assaltos, e muita desordem tem causado um desconforto
muito grande para quem vive neste município de riquezas naturais sem igual e em
hospitalidade popular de tamanha grandeza.
Bem recente, no amanhecer do
dia 30/05, um grupo de desconhecidos após se divertirem na festa comemorativa
ao aniversário do município (29/05), conduziram em um veículo de modelo e placa
ignorada, um rapaz bastante conhecido na cidade, e sem muita razão, pois ambos
bebiam juntos, o levaram para uma estrada vicinal deixando a PA-124 que dá
acesso a vila Igarapé-Açú município de Capitão Poço, e dispararam dois tiros a
queima-roupa na cabeça do rapaz que não teve a mínima chance de defesa. O
lastro de sangue ficou espalhado na estrada barrenta para os olhares de muitos curiosos
que foram comprovar a barbaria. Segundo comentou-se pela cidade, foi que
possivelmente estivesse ocorrido um acerto de contas. Versão contestada pela
família. As informações por parte da Polícia são bastante remotas neste caso e
em outros ocorridos, pois sempre encontramos dificuldades para extrair notícias
na DEPOL (Delegacia de Polícia), de Ourém.
Fazendo parte desta
tempestade, não podemos esquecer os assaltos e roubos, na maioria em plena luz
do dia. Hoje é preciso muita cautela para andar nas estradas vicinais não só do
município como também as dos municípios vizinhos. A bandidagem tem agido na boa
colocando como alvo maior as motocicletas. Recente tivemos um caso da abordagem dos pilantras em
pleno centro comercial, que renderam o proprietário da moto levando o veiculo
na maior cara de pau. O prédio dos Correios é a prova da audácia dos bandidos.
O estabelecimento público se tornou por várias vezes alvo desses bandos de
desocupados.
Vale ressaltar que a Polícia
Militar através do 10º Comando vem desenvolvendo um trabalho muito importante
na região. As rondas têm sido intensificadas tanto na zona urbana quando na
rural, porém ainda não foi possível inibir o avanço da violência. Falta muito
ser feito, falta o comprometimento de outros órgãos, mais principalmente do
Ministério Público que hoje é alvo do descontentamento popular.
MPF processa a Tim por danos
aos consumidores...
O MPF também quer que a Tim
apresente um projeto de ampliação da rede para atender as necessidades das
linhas que já estão habilitadas. A Anatel pode ser obrigada a exercer com mais
eficácia seu poder regulador sobre a operadora, já que as fiscalizações feitas
até agora apenas constatam as irregularidades, sem impor à Tim que as
solucione. O processo será apreciado pela juíza Izaura Cristina de Oliveira
Leite da 1ª Vara Federal em Belém.
O MPF solicitou então
relatório de fiscalização sobre a operadora, que demonstra claramente inúmeras
irregularidades na prestação do serviço no Pará. Pelas regras do serviço de
telefonia móvel, “nenhuma chamada pode demorar mais do que dez segundos para
ser estabelecida e, uma vez conectado o consumidor à rede, 95% das chamadas devem
ser corretamente completadas. São tolerados que até 2% das ligações sejam
interrompidas pelo sistema.”
Ao analisar os bairros e
distritos da Região Metropolitana de Belém, assim como dos 75 municípios
servidos pela Tim no Pará, a Anatel constatou taxas inaceitáveis de bloqueio de
chamadas – quando o sistema bloqueia automaticamente uma ligação – e de
atendimento da demanda abaixo do necessário nos horários de maior movimento na
rede. Os municípios mais prejudicados foram Anajás e Santa Cruz do Arari, no Marajó,
que tiveram mais de 60% de bloqueios nos horários de pico. “Esses dois
municípios são atendidos somente pela prestadora Tim”, informa a ação do MPF.
Para o MPF, a falta de
investimentos na infraestrutura de rede é lucrativa para a Tim, principalmente
em municípios onde a prestadora atua sem concorrência. Cada vez que cai uma
chamada, lembra o MPF, os usuários são obrigados a realizar nova chamada, sendo
duplamente tarifados.
Para o MPF, mesmo fazendo as
fiscalizações e constatando as irregularidades, “a atuação da Anatel
apresenta-se tímida, não sendo capaz de coibir as irregularidades detectadas”.
“A despeito das multas e advertências impostas pela agência, as falhas no
serviço de telefonia móvel continuam sendo sentidas pela população paraense”,
diz a ação judicial.